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Soneto da Amizade...
Vilma
Duarte
(com a bênção do Poetinha)
Em tudo ao meu amigo darei alento
Hoje, e com meu amor, sempre, e santo
Que até chorando o mais triste pranto
Dele eu cuide em qualquer tormento.
Quero tocá-lo e ser o bendito ungüento
E por seu amor serei doce acalanto
E dividir-me em oferta se for preciso tanto
Com o seu sofrer ou sorrir no enquanto.
E com o bom amor talvez seu peito cure
Quem sabe a mágoa, que eu nunca tive
Ou ainda a carência, que machuca e dana,
Então direi desse amor (que vive)
"Que não seja imortal posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure". |