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Criança Minha
Vilma Duarte
A doce criança que mora no meu peito
Tem o cheiro de inocência em poesia
Não quis crescer nesse planeta estreito
Onde, tantas vezes nem cabe a alegria
Se é madrugada ela cheira a esperança
De sol bocejando já com brilho e calor
Se chove exala o seu cheiro de criança
E a natureza cheira a talco e esplendor
Vestida de festa ela cheira a brigadeiro
Doçura de lambuzar em mel e ser feliz
Cheira a primavera dias e o ano inteiro
Colorindo em flores de especial matiz
Se faz falta o amor ela acalenta pranto
Ninando maternal seu dono, o coração
Minha criança é meu tesouro e quanto!
Envelhecer criança cheirando a emoção
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