E por falar em mulheres...

                      Vilma Duarte

 

 

 

 

Escrever sobre mulher é fogo.  Ser mulher, muito mais.

Neste mês o ar fica  cheio das palavras de mulher.

Os fios de comunicação... papéis de todas as mensagens...os comandos virtuais...

É tempo oficial de mulher.

As palavras da vez já foram  gritadas na maioria, como em bingos de seqüências parecidas.

Também quero cantar minhas pedras, tirando do fundo do peito  a boa de ser mulher.

Sem rodeio nem floreio.

Contando o fôlego, para não adiar o sufoco de confessar ser mulher.

Com dureza ou poesia, tudo é arte em ser mulher.

Perder-se nos sentimentos, rir e chorar ao contrário, não saber tantas respostas tudo é coisa de mulher.

Não poupar as emoções, porque a fome de ser mulher desconhece  opção.

Com a cabeça e o corpo .

Dois universos de riquezas, descambando em horizontes misteriosos, para quem quiser arriscar...

Minha fala é de mulher que achou o homem de amar.

E ser feliz simplesmente como homem e mulher, até ele cismar de ser anjo e mudar-se para o céu.

De viver descomplicado,  sem  duelos nem cobranças, vivendo papel de mulher, amando ser tão amada.

Trabalhando meus trabalhos, ajudando no pão nosso, porque a riqueza era só  de muito amor.

Crescendo um com o outro, no choro e na alegria.

Respeitando os limites, e as  falhas tão normais.

Conversando sobre tudo com amor e paciência.

E gozando aquele amor, de tremer o coração e os sentidos também.

Sem  receio de mostrar, sem receio de sentir o gosto de ser mulher.

O meu homem foi embora, a morte encerra uma vida, mas não mata o amor e nem o jeito de ser.

Continuo bem mulher.

Não saí da minha casca. Fiquei por conta do tanto, que é bonito ser mulher.

E olha que nem me foi dada a doçura de ser mãe.

Vou parindo as palavras, filhas diletas do peito, mensageiras de esperança.

Hoje, é muito custoso parceria pra mulher. Mulher, que cresceu  mulher.

Não entendo muito bem  a tal ânsia de mudar boas partes,  no exagero do preço  do corpo plastificar.

Tenho lido os cronistas sem tesão por silicone e esqueletos também.

Vejo um medo entre os pares da entrega em sintonia, na velha receita de amor.

Um competindo com o outro, mulher conquistando seus tronos,  morrendo por um pouco de colo, já valia um cafuné.

Mas mostrar os sentimentos, ser usada e explorada, o modernismo não deixa, fica mais fácil chorar.

Mulher é assim mesmo,  sonha com o homem perfeito, em todas as gerações.

Importante e liberada, é também  Branca de Neve... Gata Borralheira... Cinderela... Rapunzel...

Fantasiando e sofrendo, sempre pronta para o romance.

Sozinha sem pedestal, implorando o telefone pra sua carência afagar.

Me perdoe a  oposição.

Estou falando de mulher,  que ama e quer ter carinho.

Sem servilismo na entrega, corajosa com seu homem  no doce combate do amor.

Ai, que esse mundo está cheio de mulher na solidão.

O censo não ajuda, a concorrência também e nem o momento atual.

Mas mulher que é mulher, tem seu jeito e sedução.

Elas estão por aí. Como frutos bem maduros.

Felizes acasaladas, sozinhas por contingência, quem sabe por opção, ou prontas para a colheita.

 “Mundo vasto mundo”...

E... essas mulheres... de todos os dias...

 

 

NAVEGUE

home|muito prazer|quer carona?|um dedo de prosa |versejando
escreva-me|meu livro de visitas|site Maytê

Para receber nosso
Boletim de Atualizações
cadastre seu email
AQUI

Gostou desta página?
Envie-a para alguém especial


By Maytê Web Solutions